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Ordem dos Enfermeiros (OE), sindicatos e associações reúnem-se hoje, em Lisboa, num clima de «preocupação», para discutir o Plano Estratégico para a Emergência Pré-hospitalar, recentemente aprovado pelo Governo.
Em declarações à agência Lusa, a bastonária da OE, Maria Augusta Sousa, referiu que a Ordem tem «acompanhado todo este processo com preocupações acrescidas», já que as situações resultantes do plano são «altamente preocupantes». O plano prevê maior formação dos técnicos de ambulância de emergência e dos técnicos operadores de telecomunicações de emergência, mas a OE discorda, alegando «o estreitamento do campo de ação dos enfermeiros». A bastonária defende que o Plano de Emergência Pré-hospitalar deve ser uma garantia de qualidade dos cuidados prestados aos cidadãos, dizendo aguardar que o Ministério da Saúde forneça mais «informações» sobre as medidas. Maria Agusta Sousa disse que a «preocupação comum» da OE, sindicatos e associações é a «segurança e qualidade dos cuidados que se prestam aos cidadãos», considerando que a «insegurança criada» na emergência pré-hospitalar resulta de razões financeiras que são «inaceitáveis». O Ministério da Saúde (MS) aprovou o Plano Estratégico dos Recursos Humanos de Emergência Pré-hospitalar, que recebeu 83 contributos e mereceu a desaprovação da OE durante a discussão pública realizada em maio.
Segundo o relatório do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), publicado no Portal da Saúde, a OE discorda, de forma global, do plano por considerar que a definição do perfil funcional dos profissionais de enfermagem é feita com «o estreitamento do campo de ação dos enfermeiros». O INEM assegura que «não é essa a intenção do documento», afirmando que foram introduzidas várias alterações, que se procuram aproximar das propostas da OE. O plano cria uma nova carreira profissional, de técnico de emergência pré hospitalar (TEPH), que terá uma componente formativa «mais exigente». |